Serão apenas alguns dias.
Para colocar os escritos em dia e reforçar a inserção no blogue.
Falha minha não ser mais frequente; mas será mudado.
A todos vós desejo umas boas férias, regresso ao ou continuação do trabalho.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Intervalo...
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André Ferreira de Oliveira
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16:06
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segunda-feira, 28 de julho de 2008
XVI Congresso Nacional da Juventude Socialista

Uma semana volvida, debruço-me sobre ele.
Apresentei duas Moções, uma Sectorial, com o título "DECISÃO - SUPERIOR", aprovada com apenas 5 votos contra e 15 nulos entre cerca de 500 Delegados; e uma de Saudação, aprovada por unanimidade no último dia do Congresso.
A Moção Sectorial gerou um agradável debate, vindo a ser elogiada fortemente pelo Secretário responsável pela área do Ensino Superior, que enalteceu o sentido definido e a simbiose com algumas das propostas de Duarte Cordeiro na sua Moção Estratégica.
Acresce a intervenção, no ponto relativo à discussão das alterações ao Estatuto da Juventude Socialista, acerca da força impositiva da norma que prevê o pagamento de quotas pelos militantes: num nóvel Estatuto, aprovar letra morta (visto o Secretariado não desejar avançar nesse passo) parece-me vazio de conteúdo e contraproducente, prejudicando as novas normas introduzidas e alterações das existentes.
Dois dias de debate doutrinal, de contacto com Delegados de todo o país, eivados da mesma ideologia e do desejo de trabalhar em prol da população portuguesa; em que se debateu, de forma livre, assuntos que muitas vezes ficam a coberto da penumbra, como o casamento e adopção por casais homossexuais, igualdade de género, educação sexual.
Não obstante a existência de listas únicas para todos os órgãos nacionais, o Congresso não foi apenas um passeio triunfal: recorde-se a intervenção de João Pina, membro do Secretariado Nacional, que se opôs à institucionalização do sistema de quotas de género.
Uma página foi volvida: Duarte Cordeiro sucedeu a Pedro Nuno Santos; ao novo Secretário Geral desejam-se as maiores felicidades, sendo que contará com o meu contributo, não apenas a nível de congressos, no trabalho pelos jovens portugueses e o futuro de Portugal.
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André Ferreira de Oliveira
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12:01
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sexta-feira, 18 de julho de 2008
Aniversário

Hoje celebra 90 anos de idade um dos maiores seres humanos vivos: Nelson Mandela.
Uma das pessoas que mais admiro.
Gostaria de, como ele, poder perdoar sempre a quem não é correcto, injusto, imoral; 27 anos de clausura fizeram com que um Homem submetido ao ódio desenvolvesse uma capacidade espantosa de dialogar, de envolver, de cativar. Fazendo com que um regime indecente, de "apartheid", caísse pela força da palavra. Com De Clerk, co-galardoado com o Prémio Nobel, protagonizou um dos momentos mais belos a que assisti.
Os julgamentos de Rivonia constituirão um dos mais abjectos sinais da iniquidade do poder.
Quando foi libertado, transmitido em directo, interrompeu o programa de marionetas animadas a que assistia: era Domingo, 11 de Fevereiro de 1990, almoçava em casa da minha avó paterna, e o programa nunca mais era retomado; porquê, pensava eu, acompanham durante tanto tempo uma pessoa que sai de uma prisão?
Porque é Nelson Mandela!
Madiba.
Presidente da África do Sul, com nova bandeira, multicolor e multiracial. Arauto da luta contra o vírus HIV/SIDA.
Cidadão do Mundo, orador, democrata, humanista.
Simplesmente, NELSON MANDELA.
MUITO OBRIGADO!
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André Ferreira de Oliveira
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terça-feira, 6 de maio de 2008
"É proibido proibir"
Comemora-se este ano o quadragésimo aniversário do movimento social que ficou conhecido como o "Maio de 68".
Foi, na opinião de muitos, o movimento sócio-cultural mais importante do século XX, verdadeira mecha na mudança de costumes.
Reduzi-lo a um mero movimento estudantil, secundado por trabalhadores grevistas, ou a uma mera libertinagem de levianos, é falha que se não aceita.
Mesmo que os líderes, utilizando dizeres de então, se tenham "aburgesado", que o "é obrigatório ter prazer" tenha que ser lido à luz dos tempos de hoje, as mudanças de mentalidade foram enormes.
Sarkozy defende a morte do Maio de 1968; será a solução?
As revoluções têm que ser vistas dessa forma, como processos de ruptura, conduzidos pelo subconsciente do Homem, afastando muitas vezes os avisados e ponderados em detrimento dos apaixonados. Em tempos desses, quem rouba mesas é rei!
O Maio de 1968, visto na imprensa portuguesa da época como um movimento de desordeiros, com dedo anarquita e comunistas (lá iriam comer as cirancinhas ao pequeno-almoço...) foi a mola necessária após o movimento estudantil de 1962 e que precedeu a crise de Coimbra de 69.
Muitos dos seus feitores ocupam hoje cargos de relevo na vida pública e política portuguesa.
E são uma demonstração clara que a acção produz resultado.
Que conseguimos.
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André Ferreira de Oliveira
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segunda-feira, 5 de maio de 2008
Social democracia e suas figuras
É usual colocar-se a questão doutrinária das diferenças políticas entre o socialismo, a social-democracia e o liberalismo social. Mais importante que as querelas, são as políticas: a social-democracia, de que o Partido Socialista é herdeiro, que marca a matriz da Juventude Socialista, é a doutrina por mim defendida.
Solidariedade, Estado Providência, Coesão Social dialogante. Um tríptico que não é apenas um enumerar de boas intenções.
Diferente quadrante geográfico, mas a prova que a social-democracia é um sistema eficaz; conduzida por um homem que não conseguiu cumprir totalmente a sua função.
Olaf Palme
Nasceu a 30 de Janeiro de 1927 no seio de uma família próspera de classe média, tendo perdido o pai quando tinha 7 anos; era uma criança frágil, que dedicou muito tempo à leitura e à aprendizagem de línguas estrangeiras.
Enquanto estudante, por diversas vezes se deslocou aos Estados Unidos da América e ao Médio Oriente.
Em 1953 Tage Erlander, então primeiro-ministro, atribui-lhe a posição de secretário pessoal; dois anos depois é eleito membro do secretariado nacional da juventude social democrata.
As ideias força de Olaf Palme assentam sobre seis pontos: fim das diversas formas de colonialismo; o direito à auto determinação dos povos; a necessidade de uma nova ordem enconómica mundial; a luta contra o racismo; a procura da igualdade de direitos; a democratização da educação.
Defendia que o pleno emprego e um sector público forte eram os mais fortes sustentáculos da procura da igualdade entre os diferentes grupos sociais e entre os sexos. Defendia Estado Providência forte: todos, independentemente dos rendimentos que auferiam, deveriam beneficiar do sistema de segurança social, o que permitiria manter o traço de solidariedade e a vontade de pagar as taxas devidas, além de permitir evitar uma desigualdade material, obstando a que os mais ricos obtivessem vantagens derivadas da sua condição económica.
Foi ministro sem pasta em 1963, ministro da comunicação em 1965, ministro da educação em 1967 e, após a demissão de Tage Erlander, foi eleito secretário-geral do Partido Social Democrata, posteriormente vindo a ser eleito primeiro-ministro sueco.
A luta contra o desemprego era erigida como objectivo primeiro da social democracia, mesmo contra os liberais e os adventistas do mercado livre, não perdendo de vista um Estado forte, com fortes sindicatos e uma política de solidariedade.
Em 1953 Tage Erlander, então primeiro-ministro, atribui-lhe a posição de secretário pessoal; dois anos depois é eleito membro do secretariado nacional da juventude social democrata.
As ideias força de Olaf Palme assentam sobre seis pontos: fim das diversas formas de colonialismo; o direito à auto determinação dos povos; a necessidade de uma nova ordem enconómica mundial; a luta contra o racismo; a procura da igualdade de direitos; a democratização da educação.
Defendia que o pleno emprego e um sector público forte eram os mais fortes sustentáculos da procura da igualdade entre os diferentes grupos sociais e entre os sexos. Defendia Estado Providência forte: todos, independentemente dos rendimentos que auferiam, deveriam beneficiar do sistema de segurança social, o que permitiria manter o traço de solidariedade e a vontade de pagar as taxas devidas, além de permitir evitar uma desigualdade material, obstando a que os mais ricos obtivessem vantagens derivadas da sua condição económica.
Foi ministro sem pasta em 1963, ministro da comunicação em 1965, ministro da educação em 1967 e, após a demissão de Tage Erlander, foi eleito secretário-geral do Partido Social Democrata, posteriormente vindo a ser eleito primeiro-ministro sueco.
A luta contra o desemprego era erigida como objectivo primeiro da social democracia, mesmo contra os liberais e os adventistas do mercado livre, não perdendo de vista um Estado forte, com fortes sindicatos e uma política de solidariedade.
Amado pelos seus concidadãos e pelos inúmeros emigrante e refugiados que a Suécia acolheu durante os governos que chefiou, devido à sua sensibilidade social, recolheu também algumas inimizades e mesmo ódios.
Veio a falecer aos 59 anos, a 28 de Fevereiro: vindo do cinema, de noite e sem os habituais guarda-costas, foi mortalmente atingido a tiro por um desconhecido, num caso que ainda não se encontra encerrado, rodeado de mistério e dúvidas.
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André Ferreira de Oliveira
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19:41
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quarta-feira, 23 de abril de 2008
Comparativo
Os dados são reais e apontam no sentido que todos sabemos e que muitos teimam em negar. Ou não reagir à inação de forma coerente. A análise tem por base do Distrito de Aveiro, comparando todos os seus concelhos em diversos quadrantes.
Em termos populacionais, vemos que o concelho de Anadia está abaixo da média distrital no que respeita à taxa de crescimento efectivo e de crescimento natural, na taxa bruta de natalidade e mortalidade e indíce de envelhecimento (o pior do distrito): seja, a população do concelho de Anadia é cada vez mais velha, por força disso vem diminuindo, visto que, aliado ao número de óbitos crescente está associado um número de nascimentos cada vez mais reduzido. Em comparação com concelhos vizinhos (Águeda, Oliveira do Bairro e Mealhada) os dados são muito negativos: Anadia está, a olhos vistos, a perder terreno.
Somos dos concelhos do distrito de Aveiro com maior número de extensões de saúde, mas temos menor poder de compra que a média do distrito (sexto pior concelho na relação per capita e com uma diferença superior a 10%, para menos), sendo que apresentamos um parâmetro negativo neste campo se comparados com os restantes concelhos da Bairrada.
Somos o terceiro pior concelho do distrito no que toca ao acesso a sistema de drenagem de águas residuais (pior da Bairrada) e apenas 21% da população é servida por ETAR's (pior da Bairrada).
Somos dos quintos concelhos com mais médicos por 1000 habitantes (melhor da Bairrada), o segundo concelho do distrito com menor montante de crédito à habitação por habitante (sinal da ruralidade do concelho, em primeiro lugar, mas também da fuga de munícipes para concelhos vizinhos).
A estatística é oficial. As respostas, quais serão?
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André Ferreira de Oliveira
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10:28
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sexta-feira, 18 de abril de 2008
Entrevista ao Semanário da Região Bairradina
Foi publicada, a 15 de Abril, a entrevista que concedi, enquanto Coordenador da Concelhia de Anadia da Juventude Socialista, ao Semanário da Região Bairradina; transcrevo-a:
"No concelho de Anadia não há debate de ideias"
O Museu do Vinho da Bairrada, em Anadia, foi o local escolhido para a apresentação pública dos elementos que constituem os órgãos da Juventude Socialista (JS) de Anadia; de referir que esta estrutura esteve inactiva durante três anos.
André Ferreira de Oliveira, Coordenador do Secretariado, referiu ao RB que "a JS foi retomada por imperativos de cidadania. O nosso objectivo é despertar as pessoas para os assuntos que, normalmente, não são debatidos no concelho, como o Ambiente, a Educação Sexual, as Minorias Sexuais, a Exclusão e a Cidadania".
"É necessário que as pessoas intervenham e participem activamente na criação de alternativas e que acreditem em causas", frisou.
A JS vai pautar o seu trabalho por uma forte intervenção no terreno, no sentido de auscultar as preocupações das populações e os seus nseios. "Pretendemos ter uma acção mais abrangente", afirmou.
O líder da Juventude Socialista diz que no concelho de Anadia "tem havido uma aposta na política de construção, em detrimento do factor humano".
André Ferreira de Oliveira realçou que o concelho tem 10 por cento de analfabetos, 70 por cento das pessoas têm apenas o ensino básico e a população está cada vez mais envelhecida. "Nada se tem feito para inverter esta situação, no sentido de atrair os jovens para Anadia. Assiste-se a uma deslocação de jovens para concelhos vizinhos, onde as condições são melhores", salientou.
O responsável pelos jovens socialistas diz que "há formas de o Poder Local intervir". Deixou no ar algumas medidas que poderiam ser tomadas, nomeadamente a atribuição de terrenos aos jovens para se fixarem no concelho, assim como permitir uma construção a preços controlados. Segundo André Ferreira de Oliveira "não existe uma estratégia definida no concelho em diversos sectores".
Referiu o facto da sede do concelho deixar de ter vida a partir das 19:00. "Noutros locais limítrofes a vida extra-laboral é pujante. Aqui em Anadia simplesmente não existe", frisou, acrescentando que "as actividades culturais são muito reduzidas. Existem estruturas, mas não há planos para as dinamizar e utilizar".
DEBATE DE IDEIAS É PROFÍCUO
A Juventude Socialista pretende levar a efeito, nos próximos tempos, um conjunto de acções, desde colóquios, acções de rua, até contactos com a população, no sentido de auscultar as necessidades das pessoas do concelho. No entender de André Ferreira de Oliveira, "não se pode manter a população afastada da tomada de decisões. No concelho de Anadia não há debate de ideias". A primeira acção deverá acontecer nos primeiros dias de Maio.
A questão ambiental ocupa um lugar de destaque nas propostas da JS. André Ferreira de Oliveira salientou que "Anadia tem várias falhas no que respeita ao ambiente". Uma das propostas que vão apresentar é a criação de um parque central. "Anadia precisa de um parque virado para a população", salientou o líder da Juventude Socialista. Apontou a zona do Choupal como um bom local para a criação do dito parque. mostrou-se contra a instalação do parque na zona do Complexo Desportivo. "Não faz muito sentido porque é muito periférico, o que obriga à deslocação das pessoas", adiantou.
Considerou que a par dos ecopontos "devia haver, em todas as freguesias, um oleão para a recolha dos óleos alimentares".
Na questão do Mercado Municipal de Anadia, a Juventude Socialista entende que não deve ser deitado abaixo. "Devia-se, pelo menos, manter a fachada principal", afirmou. No restante espaço, criar-se um edifício para albergar os diversos serviços públicos que estão espalhados em Anadia, nomeadamente Segurança Social, Conservatórias, Loja do Cidadão, entre outros. Devia existir ainda um piso para restauração, uma esplanada e espaço de lazer.
Anadia parou no tempo
No que respeita ao centro cívico da cidade, André Ferreira de Oliveira entende que "tem havido, nos últimos tempos, uma descaracterização total da imagem de Anadia. Devia-se aproveitar melhor o que existe. Nota-se que não existe uma estratégia".
Ao nível industrial, "registou-se uma estagnação. Anadia parou no tempo. Os concelhos vizinhos tiveram surtos de desenvolvimento muito grandes", salientou, acrescentando que "não é só criar zonas industriais, é preciso saber que tipo de indústrias se quer para o concelho".
Outra das propostas que os jovens socialistas vão propor é a criação de um Conselho Municipal da Juventude. A proposta vai ser apresentada numa das reuniões da Assembleia Municipal. Será um orgão de apoio ao Município, com competências consultivas, fiscalizadoras e promotoras, no que respeita à politica da juventude.
André Ferreira de Oliveira considerou importante que a "Assembleia Municipal e o Executivo tivessem na sua composiçao jovens". Quanto ao trabalho que irão desenvolver, assegurou que "não tem fins eleitoralistas, nem visa captar votos. Queremos apenas contribuir para que haja uma maior tolerância à diferença e despertar as pessoas para que não tenham medo de falar dos seus anseios".
Publicada por
André Ferreira de Oliveira
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15:55
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