sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Autárquicas 2009

Pelas 23h59 de hoje cessa o período de campanha eleitoral para as eleições autárquicas do próximo Domingo.
Estas eleições, a todos os títulos, são bizarras e por diversas razões:
Pela primeira vez o PSD não tem listas! Lendo as palavras de José Manuel Ribeiro, Presidente da comissão política concelhia do PSD, as listas apresentadas nos Juízos de Anadia da Comarca do Baixo Vouga sob a sigla do PSD são da exclusiva responsabilidade de Litério Marques, actual Presidente de Câmara, eleito nas listas do partido de ambos.
O mesmo é dizer, qualquer que seja o resultado, será de Litério Marques!
JMR joga a segunda cartada, e esta ainda mais alta, neste longo e conturbado processo: beneficia se Litério Marques obtiver mau resultado - caso se verificasse a vitória de outro(s) partido(s) -, saindo triunfalmente legitimado juntamente com as concelhias que o apoiam (PSD e JSD) e com via aberta (ou não...) para daqui a 4 anos.
Mas JMR necessita que Litério ganhe: PSD fora do poder é jogo de roleta russa nunca visto, e arriscar tem-se mostrado penoso para JMR...
Pela primeira vez o campo político do PSD mostra-se dividido, sendo muitos os militantes que não perdoam a Litério Marques não se ter afastado e preparado a sucessão, que lhe têm uma gigantesca aversão; mas conhecemos o campo: tal como os militantes do PC quando votaram em Mário Soares nas pPsidenciais, apenas lerão a sigla, esquecerão o nome do cabeça-de-lista e colocarão a cruz no "partido da chaminé".
Esta mesma realidade é madrasta, ironia das ironias!, paras as oposições:
A CDU, após ter movido algumas dezenas de populares aquando das manifestações contra o (acertado) encerramento do serviço de urgências médicas do Hospital José Luciano de Castro, tem que melhorar a sua votação, sob pena de ter sido um epifenómeno irresponsável o encabeçamento de um movimento popular por um candidato à presidência - algo que, decerto, os munícipes não pensam...
O CDS-PP, após tão intensa e animada campanha, com tanto sound-byte, melhorará a sua votação face ao último acto eleitoral, sendo que elevou a fasquia a um ponto que se poderá mostrar sustentado: a eleição de um vereador e/ou dois deputados na Assembleia Municipal. Também menos que isto será um resultado medíocre.
Esse resultado do CDS-PP poderá ser a alavanca fulcral para um resultado que alguns bloggers anónimos apresentam como possível: perda da maioria absoluta por Litério Marques, vitória do PS.
O PS está numa encruzilhada: elevou a fasquia até à vitória, como fez há 4 anos, e esse é o único resultado possível, perante um PSD fragilizado e um CDS em crescendo. O candidato é o mesmo, o projecto é unanimemente considerado por todos os responsáveis locais do partido como de continuidade, a cúpula em peso fortificou o núcleo para transmitir essa posição. É, no fundo, um tempo de tudo ou nada!
No dia 12 de Outubro, próxima segunda-feira, serão várias as pessoas a fazer uma leitura dos resultados e a exigir responsabilidades a quem de direito.
Antes disso, desejo felicitar todos os candidatos a autarcas que foram integrados nas listas: foram convidados pelos partidos e seus dirigentes, aceitaram e, com espírito de missão (outro não é o espírito de qualquer desses candidatos), trabalharam e trabalharão quando eleitos em prol do interesse comum.
Uma mensagem especial para quatro candidatos a autarcas: José Maria, de Mogofores, pelas disputas desiguais que continua a travar durante vários quadriénios; José António Santos, candidato à Junta de Freguesia da Moita, que conheço desde criança e a quem desejo um bom resultado; Sérgio Bandeira e Arsénio Almeida, que tenho a certeza que serão bons Presidente de Junta e Presidente da Assembleia de Freguesia de Tamengos, representando uma forma de estar na política partidária e perante a sociedade que devia ser regra.
Exerça o seu direito e dever cívico: VOTE!
Independentemente do sentido, branco ou nulo. Mas VOTE!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Não fale, por favor...

Numa só palavra: PATÉTICO!
Ana Gomes qualificou bem a intervenção de Cavaco Silva que, é verdade!, é Presidente da República Portuguesa...
Continuamos a não perceber porque razão Cavaco Silva demitiu o seu assessor. Sim, o mesmo que FABRICOU uma calúnia contra o PS e José Sócrates. Bem, demitir não será o melhor termo, pois que tão casto senhor continua a trabalhar em Belém (no Palácio, leia-se), apenas noutra função...
Cavaco Silva deve entender que os portugueses ou são desprovidos de inteligência ou de senso: esteve mudo e quedo de Agosto até agora porquê? As eleições autárquicas não lhe merecem respeito para falar agora e não o ter feito antes com receio (diz ele) de prejudicar o "normal processo democrático"? Quem no PS o utilizou como arma de arremesso político-partidário? Quem tentou aceder aos seus ficheiros?
A acusação contra o PS é abjecta: se tivesse algumas provas teria feito algo, não lançaria suspeitas. Chamou o Procurador-Geral da República? NÃO!
Chamou o Director da Polícia Judiciária? NÃO!
Chamou o Director do Serviço de Informações de Segurança? NÃO!
Chamou o Ministro da Administração Interna? NÃO!
Chamou o Primeiro-Ministro? NÃO!
Reuniu o Conselho de Estado? NÃO!
NADA FEZ!
A declaração de ontem entrará nos anais da história como uma deprimente acção de um Presidente da República, Chefe de Estado, que não sabe merecer nem merece o lugar que ocupa.
Pois de duas uma: se tem provas para acusar o Governo PS (tem que as ter, senão estaria calado!), demita-o e dê azo às competentes investigações judiciais.
Se não tem provas, demita-se!
Deprimente é o mínimo qualificativo para o papel que desempenhou ontem.
E continuam a existir muitas perguntas no ar.
Por exemplo, qual o grau de conhecimento de Cavaco Silva na intentona iniciada pelo seu assessor? Se é que considera a notícia do Público uma intentona...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Breves Notas sobre as Eleições Legislativas

1. O Partido Socialista ganhou! Com os comentários televisivos de ontem à noite o ouvinte incauto poderia ter ficado na dúvida, pensando que o único derrotado fora o PS: confirmou-se que o objectivo de todos os partidos da oposição parlamentar era derrubar Sócrates e "estilhaçar" a maioria absoluta do PS, aproveitando esse facto para encobrir algumas (grandes) desilusões.
2. O CDS-PP teve um resultado eleitoral que, sem pruridos, foi óptimo, tornando-se a terceira força político-partidária mais representada na Assembleia da República; agora já começa a ser complicado chamar-lhe o partido do "mini-bus"...
O populismo, infelizmente, dá votos; o discurso virado contra franjas limite da sociedade (beneficiários de rendimento social de inserção, emigrantes) granjeou adeptos, e cada vez mais jovens...
3. A esquerda mais radical na Assembleia da República saíu combalida destas eleições: Louçã foi torneando o discurso para dar uma imagem mais "governativa", mas saíu o tiro ao lado, visto que, juntamente com os votos do PS, o BE não consegue assegurar uma maioria absoluta. Perorem à vontade que o número de deputados duplicou, pois esse engulho já não sai do caminho...
O PCP tornou-se o partido com representação parlamentar com menor número de deputados: todavia, como "fez perder a maioria absoluta ao engenheiro Sócrates", mais uma vez ganhou, tanto mais que elegeu mais um deputado...
4. O PS não conseguiu mais votos que o PSD e o CDS-PP juntos: mau para o PS, mau para o país, pois exigirá maiores cedências para aprovação de alguns pontos essenciais da governação.
5. O topete de alguns líderes do PSD: Aguiar Branco, que foi ministro de um Governo da República!, a dar "menos parabéns" ao PS, com um sorriso cínico no rosto, por ter perdido a maioria absoluta, é caracterizador do estado a que chegou um partido basilar do esquema politico-partidário português.
E Manuela Ferreira Leite a apresentar-se à luta, dizendo que, num ano com três actos eleitorais, as contas se fazem apenas a 12 de Outubro: ganhou as Europeias, perdeu as Legislativas, ganhará as Autárquicas. Esquece-se de dois "pormenores": as Legislativas traçam o destino e os chacais já começaram a rodeá-la com fome...
6. José Sócrates fez uma boa campanha: enterraram-no, arrastaram-no pela lama (mais uma vez, novamente com ramificações ao partido da "Política de Verdade"), fizeram-lhe o funeral político, mas ganhou. E assume a governação, mesmo contra uma Assembleia da República a clamar pela sua cabeça diariamente.
7. No distrito de Aveiro o PSD elegeu sete (7) deputados, o que significa a não eleição de José Manuel Ribeiro, até à data um dos vice-presidentes da bancada parlamentar do PSD.
Resta-lhe que Couto dos Santos não assuma no lugar na Assembleia da República...
8. Em Anadia, para não fugir à regra, o PSD assegura uma margem confortabilíssima face ao PS: é indiferente o tipo de eleições, as pessoas em causa, os projectos em jogo, o voto tende sempre para o mesmo lado! De notar a grande subida do CDS-PP, acompanhando a tendência nacional, e a descida da CDU.
9. Sigamos para as eleições Autárquicas, dia 11 de Outubro!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Questionário Autárquicas 2009

Seguem publicadas as respostas da cabeça-de-lista do CDS-PP de Anadia à Câmara Municipal, Maria do Céu Castelo-Branco:
1. Quais são, do seu ponto de vista, os principais pontos negativos do município de Anadia?
. Existência de um PDM que não responde às necessidades do concelho. O actual é ainda o mesmo ratificado e publicado em 1994. Deveria vigorar no máximo 5 anos, contados a partir da data da sua entrada em vigor, e ser revisto antes de decorrido o termo da sua vigência (5 anos), quer isto dizer que a 1ª revisão deveria ter sido concluída em 1999. Já lá vão uns bons anitos…
. Ausência de incentivos à participação dos cidadãos nas decisões relevantes das autarquias (Câmara e Juntas de Freguesia) e consequentemente medo de assumir diferentes convicções políticas;
. Desvalorização, por parte do executivo camarário, dos técnicos e das Juntas de Freguesias na participação na definição das Grandes Opções do Plano Municipal (GOP);
. Disseminação no concelho de zonas industriais, deficientemente infra-estruturadas;
. Delapidação recorrente, sem auscultação de quem quer que seja (munícipes, técnicos especializados) da herança patrimonial e cultural.
. Recorrência de casos de pobreza e de exclusão social.
. Aumento alarmante de desemprego: segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em Junho de 2009 havia 1.076 desempregados no concelho de Anadia, mais 356 que Junho de 2008 (720);
. Falta de respostas aos cidadãos portadores de deficiência.
. Falta de políticas proactivas para a infância, juventude e população Sénior, sem programa.
. Apoios para a fixação de jovens no concelho, ZERO.

2. Quais os pontos mais fortes do município de Anadia?
População compreensiva e sedenta de participação, localização privilegiada e potencialidades naturais.
3.Quais são as suas principais propostas para o quadriénio 2009-2013?
. Concluir os estudos necessários à conclusão do PDM que terá de ser ratificado no prazo máximo de 2 anos. É fundamental que se solucionem graves questões sociais e financeiras e se tranquilizem os munícipes, nomeadamente aqueles que têm as suas construções em situação de clandestinidade, somente porque a Câmara, e só a Câmara, se demitiu da sua função fiscalizadora e da componente social.
. Apelar ao dever de cidadania, motivando os cidadãos a pronunciarem-se, democraticamente, sem medo, com ideias, vontades, problemas e soluções, para que, de uma forma abrangente e assertiva, se consiga uma comunidade mais justa e solidária.
. Chamar as freguesias a participarem activamente nas Grandes Opções do Plano Municipal.
. Alargar a cobertura do saneamento básico e água potável a todo o concelho.
. Infra-estruturar devidamente as zonas industriais, tornando-as mais apelativas ao investimento.
. Refuncionalizar o edificado do antigo Mercado Municipal para dar respostas de proximidade diária à produção agrícola, cultural e artesã, etc.
. Criar o Parque verde da cidade e aproveitar outros espaços existentes (Choupal, Vale Santo, Monte Crasto, Urbanização da Póvoa do Pereiro e outros espaços a identificar pelas Juntas de Freguesia) sem qualquer utilização como áreas apelativas ao lazer, convivência familiar e comunitária, desporto, de modo a contribuir para a elevação da qualidade de vida da população;
. Dar cumprimento às Normas Técnicas para Melhoria da Acessibilidade das Pessoas com Mobilidade Condicionada, tendente a que no final da legislatura, o concelho de Anadia seja reconhecido como acessível a “todos”.
. Criar uma Bolsa público-privada de emprego para cidadãos portadores de deficiência.
. Definir apoios específicos nos casos de desemprego, de pobreza e de exclusão social,
. Fundo Social - criado para fazer face ao crescente número de desempregados no concelho - implementar uma gestão eficaz do Fundo e divulgar a metodologia de atribuição de incentivos/apoios. Se é que existe Fundo Social...
. Promover e divulgar as potencialidades turísticas. Recriar e divulgar os desportos de proximidade com a natureza.
. Definir apoios à natalidade, às famílias numerosas e à população sénior.
. Política de fixação de famílias no concelho.

4. Quais os seus objectivos e do seu partido para este acto eleitoral?
. Garantir uma maioria de modo a poder implementar políticas COM ALMA que sirvam TODOS os cidadãos, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do concelho. A representação do CDS-PP nos Órgãos Autárquicos é a alternativa aos poderes instalados.
Esperam-se as respostas dos demais contactados...

Eleições a três tempos

1. No próximo Domingo seremos chamados a exercer o nosso direito de voto, elegendo os Deputados para a Assembleia da República.
São conhecidos os nomes que os diversos partidos indicarão: conhecemos as suas mensagens, aparecem diariamente nos lares portugueses transmitindo as suas ideias e vimo-los nos debates televisivos “ a dois” destes últimos dias. E que dizer dos mesmos?
Por muito que os “politólogos de fronteira” clamem contra a realidade, apenas dois partidos têm possibilidades de vencer, PS e PSD: o líder do Bloco de Esquerda, nas palavras de Carlos Magno, utilizou inadmissívelmente “uma mentira assumida”, acusando o Governo do PS de beneficiar um grupo económico com a concessão de uma rede viária sobreavaliada - total mentira, que Louça ousou repetir no seu comício logo a seguir ao debate!; o líder do PP continua a sua senda demagógica, numa mensagem que alterna entre o populismo de direita, matéria de borderline rightwind e alguma xenofobia no que tange às políticas de emigração; o PCP continua igual a si próprio, não alterando uma vírgula aos seus desejos económicos nacionalizantes.
Comum a todos os partidos da oposição é o desejo de “correr com Sócrates”! O debate Sócrates-Ferreira Leite mostrou-nos que a demagogia da senhora não merece permitir que venha a ser primeira-ministra: não tem coragem de assumir as suas próprias opções, quer rasgar políticas sociais que não teve a sensibilidade e coragem de levar a cabo enquanto ministra, que suspendeu mas a custo diz serem importantes, elogia publicamente a Madeira e seu governo como exemplo de verdadeira democracia, contrapondo-a à inadmissível e aviltrante acusação de “asfixia democrática” do Governo da República - mas na visita política à Madeira andou num veículo do Governo Regional do seu partidário …”Política de verdade”?! Da “família para a procriação”, do deficit dito de 3% (mas era de 6,38%!), que a tantos sacrifícios obrigou os portugueses, ainda antes desta crise internacional exponenciar os efeitos?! Dos votos comprados?! Da manobra montada por um partidário, assessor do PR, com o apoio de um jornal, para prejudicar o Primeiro-Ministro?
Basta ouvir Ferreira Leite dizer “eu e o meu governo” que soa incredível: resta, contudo, saber se os portugueses cairão no “canto de sereia” demagógico dos partidos da oposição, esquecendo o esforço levado a cabo pelo Governo do PS e Sócrates; certo que com falhas na condução de alguns processos, mas com uma inaudita coragem de afrontar interesses instituídos, actuar num modelo de verdadeiro Estado Social, auxiliando quem precisa.
Sócrates será objecto de um verdadeiro plebiscito: o voto oscila entre quem aprecia o estilo e obra e quem, não o fazendo, acabará por votar num dos líderes dos outros partidos; basta, para tanto, perceber o aumento provável dos partidos fora do eixo de governação, à esquerda e direita.
Como levar a sério, em termos de escolha governativa, partidos da oposição que passam legislaturas apenas a criticar, sem apresentar (por imperícia ou medo) propostas alternativas, projectos credíveis, aparecendo apenas em vésperas de eleições com slogans audíveis, cartazes trabalhados, dizendo-se alternativas de governação?
Espera-se que os portugueses saibam ser responsáveis, justos e VOTEM!
2. Foram apresentados os candidatos do PS e PSD à Câmara e nomes para a Assembleia Municipal. Do lado do PSD percebemos a completa ausência da sua concelhia partidária, ultrapassada e vexada pela escolha de Litério Marques como cabeça de lista pelos órgãos nacionais; mais caricato é perceber que, com Litério Marques, surge sempre um possível vereador completamente desconhecido, sabe-se lá vindo de que ordem distrital, e que a JSD, tão crítica do processo de escolha do candidato, agora age como se nada houvesse de incorrecto (na sua opinião), como se tudo tivesse sido “um mar de rosas”. A mensagem de Litério passa por uma situação linear: votem em mim, que tão bem conhecem, cujas obras estão aí espalhadas, que agora, ao fim de uma década!, vou “apostar nas pessoas”!
O PS acolheu no seu programa algumas das ideias que já apresentei aos leitores: de lamentar o tardio da adopção e a prévia rejeição (porquê atrasarem intencionalmente o aumento de qualidade de vida dos munícipes?!) apenas porque não saíram do seu seio, embora lhes sejam úteis em altura de necessidade eleitoral…Não se percebe que o PS diga ter uma “política de juventude” mas não a dê a conhecer nem a defina como prioridade! Cardoso Leal diz que Anadia “precisa de novas ideias”, que o PSD tem medo de ouvir críticas e opiniões diferentes: verdade à vista de todos, como verdadeira é a necessidade de autoanálise e autocrítica do PS nesse ponto…
A 11 de Outubro os munícipes deverão ser conscientes, votando nos projectos que lhes foram sendo apresentados, pensando que a escolha deverá ter lugar com base naquilo que os partidos e as pessoas mostram. Mas essencial é que VOTEM!
3. A 18 de Fevereiro deste ano foi aprovada a Lei 8/2009, que instituiu os concelhos municipais da juventude (CMJ): o diploma legal entrou em vigor a 18 de Março e, nos municípios onde inexistiam, os CMJ teriam que ser instituídos até 18 de Setembro, seja, passada sexta-feira.
Em Anadia NADA! Neste processo todos merecem a mais severa crítica: o PSD não viu com bons olhos um órgão suprapartidário, sem maioria absoluta e que permitiria aos jovens exercer uma cidadania activa e provavelmente incómoda; os partidos da oposição, PS sobretudo e injustificadamente, não perceberam a importância vital de finalmente os cidadãos mais jovens terem papel real na condução dos seus destinos, receando tais partidos perder pública visibilidade e os seus líderes de saírem diminuídos na opinião pública pela inacção (numa lógica infeliz de quem não é meu é contra mim, e de os opinion makers do presente poderem ser os líderes do futuro…).
Incompreensível (embora a realidade nos explique o porquê …) é a incompleta inacção das juventudes partidárias locais: sou filiado na Juventude Socialista, liderei a concelhia de Anadia, apresentei e vi aprovada Moção Sectorial em Congresso Nacional, mas não posso deixar de sentir VERGONHA pela inacção desta estrutura, bem como da JSD e JP de Anadia, por estas terem “escondido a cabeça na areia”, obedecendo a ordens superiores, fingindo que tudo está bem.
Como pedir que as juventudes partidárias sejam levadas a sério quando nem sequer lutam pelas necessidades dos jovens e afirmação das possibilidades de estes terem um papel verdadeiro no definir dos seus destinos?! Quando se deixam controlar por lógicas de poder?! Quando trabalham para derrubar líderes?! Não basta agitar bandeiras, distribuir prospectos, organizar festas, mais importante é perceber que nem tudo o que luz é ouro.
Dizer que os CMJ são importantes mas apenas após as eleições deverão ser discutidos, visto o partidarismo e a eleição própria serem prioritárias, nem sequer se saber quando os CMJ terão que ser instituídos!, é cartão de visita que diminui o líder e envergonha a estrutura.
Continua-se a adiar. Anadia está a piorar.
Trabalhemos para inverter a tendência!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O senhor Presidente...

Cavaco Silva demitíu o seu conselheiro de sempre. O mesmo que orquestrou uma manobra que visava prejudicar a imagem do Primeiro-Ministro, que por acaso é do partido político adversário...
Cavaco Silva não se pronunciava por causa das eleições.
Mais uma vez, Cavaco demonstrou um péssimo sentido de oportunidade: conseguiu falar alto sem abrir a boca, pela primeira vez conseguindo congregar as críticas dos seus partidários.
Cavaco tem que falar. O caso é demasiado grave para fazer rolar uma cabeça e deixar-se ficar por aí.
Manuela Ferreira Leite, mais uma vez, revelou que vive noutro planeta político, secundada por Aguiar Branco: querer transformar mais uma manobra de enojante ataque soez a José Sócrates numa demonstração do clima de medo que o PS (pasme-se!) teria imposto em Portugal...
Há quatro anos foi a acusação de homossexualidade de José Sócrates.
Agora a acusação das escutas do Governo à Presidência da República.
Até domingo, o que conseguirão ainda inventar?

sábado, 19 de setembro de 2009

Ei-la, a Politica de Verdade

Um assessor de sempre do Presidente da República é acusado de fabricar uma notícia visando prejudicar, a poucos meses das eleições, o líder do partido adversário daquele a que sempre pertenceu, o mesmo do Presidente da República.
Por acaso esse líder que se visa atingir é José Sócrates.
Por acaso o director do Público, que se conhece como destilando um ódio visceral a Sócrates, intervem na história; não contente, ainda lança o libelo de um complot, sem que nele intervenha, da autoria dos serviços de informação, quando deveria afastar-se definitivamente de qualquer intervenção em meios de comunicação social.
O Presidente da República não demite o inventor visado na investigação do Diário de Notícias e, ao contrário do que fez nas alturas menos adequadas, mais inauditas, está "quedo e mudo". Não há comunicação ao país, claro, porque existem eleições daqui a 9 dias
Não demite nem se demite.
Como no caso de Dias Loureiro.
Por acaso a líder do PSD é a única pessoa do país que não conhece a notícia.
Nem sequer a que implica um amigo pessoal, por ela imposto à Distrital de Lisboa do PSD, contra tudo e contra todos, acusado por militantes do próprio partido de comprar votos.
Viva a "Política de Verdade" de algumas destas personagens!