domingo, 18 de dezembro de 2011

Triste final de ano...

Faleceu Cesária Évora: redutoramente apelidada Rainha das Mornas,  a cabo-verdiana era uma das vozes maiores da Lusofonia e da Diáspora. Regressou à sua pátria, à sua ilha, para terminar o seu ciclo.
Faleceu Vaclav Havel, líder da Revolução de Veludo: mesmo perante a ameça dos tanques soviéticos, aríetes do absolutismo, nunca deixou de advogar a não-violência; antes e depois da queda do Muro de Berlim, na Checoslováquia e no resto do Globo.
As Artes e a Democracia estão mais pobres... 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Asim todos ficamos a saber!

O Partido Socialista apresentou hoje, na Assembleia da República, uma série de iniciativas legislativas visando a garantia da legalidade e transparência no exercício de cargos públicos e de moralização do funcionamento do sistema partidário.
Quem teve a oportunidade de assistir, via AR TV, ao debate parlamentar, ficou a perceber o que move os partidos do Governo e da oposição de extrema-esquerda parlamentar: entre discutir o fundamento dos diplomas e a operacionalidade dos mesmos e criticar o que o Partido Socialista não fez antes, preferiram esta última!
De forma soez, utilizando o Facebook no decurso de Alberto Martins (sim, Sr. ex-Presidente da Direção do Beleneses...) para o atacar de forma vil...
Assim, em direto e via televisiva, todos os que estavam ainda adormecidos ou a vegetar, perceberam o que realmente é importante para aqueles partidos... 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Entrevista Semanário da Região Bairradina - Documento Verde Reforma da Administração Local

Um gupo de anadienses reuniu-se e decidiu analisar pormenorizadamente o Documento Verde da Reforma Administrativa que o atual Governo deu a conhecer há pouco tempo e cujo objetivo imediato é a redução do número de freguesias em Portugal. O RB falou com um dos seus elementos, André Ferreira de Oliveira, que nos deu a conhecer os principais objetivos do projeto que estão a trabalhar, que passam, nomeadamente, por promover o diálogo.
Região Bairradina: Qual é o objetivo deste grupo?
André Ferreira de Oliveira: É um grupo que foi formado após a divulgação do Documento Verde. Efetivamente é um diploma que vem introduzir alterações, algumas delas significativas. A parte mais visível tem a ver com a redução do número de freguesias, mas introduz também muitas outras alterações, mesmo ao nível do funcionamento dos órgãos autárquicos e do reforço de poderes dos órgãos deliberativos.
O grupo surgiu porque percebemos que não haveria ainda suficiente sensibilidade para que a discussão do Documento fosse feita de uma forma completamente desprendida, sem interesses locais, individualizados, mas vistos numa lógica global.
RB: Pode dizer-se que é um movimento cívico:
AFO: É um movimento formado por cidadãos, que tem uma natureza completamente apartidária, todos do Município de Anadia, alguns inclusive autarcas de Freguesia. Neste aspeto tenho de enaltecer que não estão apenas cidadãos completamente desprendidos de estruturas de poder político, mas também autarcas que querem ver esta questão debatida sem posições rígidas. O que nos custa é que as pessoas sejam contra ou a favor sem mais e muitas vezes com uma posição completamente fechada.
RB: O vosso objetivo é suscitar o debate em torno desta questão?
AFO: O grande objetivo é promover o diálogo até porque. Além de analisarmos o Documento em si, que asssenta muito em critérios formais, traçados de uma forma que não se adequa nalguns pontos à grande parte dos Municípios, eventualmente do Município de Anadia também, quisemos ir mais além da simples análise.
RB: O que é que já fizeram de concreto?
AFO: Foi solicitada informação quer às Juntas de Freguesia, quer à Câmara Municipal. Estamos a fazer algo que nunca foi feito, designadamente a tentar coligir os dados que nos permitem perceber que Freguesias é que temos, bem como que Município temos, ter uma imagem global do Município. O Concelho tem 15 Freguesias, todas elas apresentam assimetrias entre si, quer ao nível de equipamentos, quer ao nível geográfico e de acessibilidades.
Qualquer solução que exista, para ser benéfica para todos, tem que surgir de um estudo bem definido; temos que perceber o Concelho que temos e o que queremos ter, só a partir daí podem ser implementadas as soluções.
RB: Estão a pensar apresentar algum tipo de proposta em relação à reorganização das Freguesias?
AFO: O grande objetivo deste trabalho é permitir perceber o que é o Documento Verde e perceber até que ponto este documento, tal como está, pode ou não ser benéfico e, não sendo benéfico, se existem outras soluções. É por isso que queremos que o grupo de trabalho seja o mais possível aberto à sociedade e que o maior número de pessoas contribua para que um assunto desta importância seja verdadeiramente analisado. O Documento Verde é uma base de trabalho, aberto, passível de várias interpretações e que pode ser alterado.
Ao contrário do que muitos pensam, não estamos a falar de um epifenómeno, a redução das Freguesias vai mesmo avançar! Por isso, qualquer decisão que vier a ser tomada deve ser estudada no terreno, discutida entre as Freguesias e nos Municípios.
A organização territorial atual tem as suas virtudes e defeitos: devem ser preservadas as virtudes, mas acima de tudo deve ser garantida a qualidade de vida das populações; para que isso aconteça deverão todas as pessoas empenhar-se num diálogo aberto, sem ortodoxias, sem posições pré-definidas, para que efetivamente se consiga que a solução seja o mais benéfica ou, pelo menos, a menos prejudicial à população local.
RB: De que forma é que as pessoas podem participar no vosso projeto?
AFO: Temos um endereço de correio eletrónico (documentoverdeanadia@gmail.com) e o telemóvel 910573365. Neste momento existe já documentação a ser organizada; obviamente quanto mais informação nos for dada mais completa será a análise.
Não pode ser imposta uma decisão a regra e esquadro, desajhustada da realidade local, mas também a própria realidade local não pode ser completamente fechada e avessa a qualquer tipo de diálogo, tem que se encontrar uma solução de equilíbrio! Desejamos que seja a sociedade em si a tomar em mãos os seus próprios destinos.
Se não dialogarem irá ser imposta uma solução; pretende-se que a participação cívica aumente, que as pessoas percebam que as coisas podem mudar se elas intervierem; as pessoas têm de perceber que se não forem elas a tratar da defesa dos sesu problemas, não serão, obviamente, as estruturas de poder, que muitas vezes estão desajustadas da realidade, a fazê-lo.
RB: Daquilo que o grupo já analisou, faz sentido haver uma redução de Freguesias no Concelho de Anadia? 
AFO: Da forma como o Documento Verde está redigido, por exemplo a Freguesia de Arcos, que está na sede do Município, terá que ter 15 mil habitantes: estamos a falar de metade da população do Concelho! Teria que haver uma agregação de quase 6 Freguesias para atingir esse número; parece uma solução pouco ajustada à realidade.
nada impede, e isso seria o desejável, que as populações locais vejam os aspetos positivos das possíveis agregações das Freguesias; penso que a organização interna das Freguesias de Anadia também precisaria de ser estudada.
É preciso que as pessoas saibam se este documento é benéfico para o Concelho: na nossa opinião existem aspetos positivos, benéficos para a população de Anadia; agora é necessário que haja um diálogo franco e aberto, sem qualquer tipo de "bairrismos", de eleitoralismo ou questiúnculas partidárias.
RB: Na sua opinião, este processo tem sido bem conduzido no Concelho?
AFO: É desejável que em todas as Freguesias a questão seja discutida; é importante que seja discutida no órgão deliberativo municipal. É importante que qualquer solução que venha a ser defendida em Anadia o seja feita em conjunto, não pode ser uma posição de força! Todos os órgãos, sem exceção, devem intervir neste processo de diálogo. É desejável tambeém que as pessoas participem nas assembleias de Freguesia e dêm o seu contributo.
RB: Para terminar, que mensagem gostaria de deixar à população?
AFO: Obviamente que existe uma falta de informação: é um mal não apenas deste Município, mas de nível nacional; por outro lado, as pessoas também não têm acesso às fontes de informação. Daí que estejamos a tentar recolher informãção para permitir que o diálogo seja feito de uma forma informada. Desejaríamos que houvesse a maior participação possível das pessoas e que se empenhassem em tentar perceber o que existe de bom e de mau neste documento, perceber que tipo de Freguesias querem. Este documento que estamos a elaborar permitirá saber o que está feito e o que falta fazer. Gostaríamos que houvesse uma participação cívica e um diálogo mais recorrente do que aquele que existe.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Assembleia Municipal

Apesar de Extraordinária, foi ordinariamente insípida...
A única questão que chegou a ter alguma discussão foi o empréstimo a contrair pelo Município para a clonclusão da rede de saneamento.
Não consigo compreender como uma questão como esta foi deixada passar quase en passant: o PSD governa os destinos do Município de Anadia desde 1976 - 35 ANOS! - e ainda não conlcuiu uma das mais elementares obras!
Ao longo de anos a fio foi descurando uma necessidade básica dos seres humanos para dar corpo a farisaísmos, obras sobredimensionadas; mais caricato é o fato de, sendo a área do Município a mesma, a taxa de execução ser alterada, até para menos, o mesmo é dizer, áreas que estavam cobertas pelo saneamento tiveram de deixar de o estar...
Cardoso Leal, líder da bancada do Partido Socialista, congratulou o Presidente da Câmara pelo empréstimo pois dava corpo a uma das bandeiras do PS nos últimos anos.
A bancada do CDS-PP criticou a transferência de verbas do Orçamento de 2011 para o de 2012, dizendo que tal se devia ou a um Orçamento deste ano inflacionado ou à existência de verbas escondidas.
Litério Marques deu a saber que alguns dos empréstimos contraídos não visam pagar empreitadas mas evitar o recurso a fundos comunitários, sendo que as verbas transferidas para 2012 eram relativas a obras que não chegaram a ser realizadas, por responsabilidades exteriores à Câmara de Anadia.
João Morais, da CDU, referiu que, não obstante a Câmara de Anadia nos últimos anos ter contraído empréstimos de €13 milhões, aprovava este porque melhorava a vida das populações e economicamente iria estimular o emprego. Aproveitou o ensejo para criticar o Governo por atacar o desenvolvimento criado pelas autarquias locais.
Em resposta a Rui Marinha, que referia que a decisão do Executivo em contrair empréstimo até €2,5 milhões poderia estar eivada de vício por o limite máximo ser superior ao limite de endividamento permitido (2,4), Litério Marques respondeu que o valor concreto do empréstimo está encontrado e que tal limite máximo também se deveu ao fato de o montante poder não ser suficiente.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Gestão criteriosa...

Foi noticiado que a Câmara Municipal de Anadia celebrará um protocolo com a República Portuguesa, através do qual beneficiará da cedência da Residência de Estudantes de Anadia, por um período de 20 anos, mediante o pagamento de um valor mensal de €500,00 e com uma carência de 3 anos, porquanto o Município de Anadia terá que efetuar obras de requalificação no imóvel no valor de...€450.000,00!
E isto porque o Centro de Alto Rendimento já não consegue suportar todos os atletas que utilizam aquela infra-estrutura.
1º: A carência de 3 anos, no montante de €18.000,00 (36 x €500,00), é a contrapartida de obras de quase meio milhão de Euros ?!
2º: Estamos a falar da infra-estrutra que o Presidente da Câmara de Anadia apelida de sorvedouro de dinheiro e parceria ruinosa?!
3º: Gastos, pelo menos, €552.000,00 (as obras de requalificação no próximo ano e €102.000,00 nos 17 anos de efetivo pagamento), acrescido das despesas de gestão de espaço e do necessário pessoal para o efeito,  no final dos 20 anos o edifício passará a pertencer a quem? E sob que condições?
Ato de gestão criteriosa?

terça-feira, 29 de novembro de 2011

PARTICIPE!

Está a ser constituído um grupo de trabalho apartidário, aberto a todos os munícipes que nele queiram participar, para analisar o Documento Verde da Reforma da Administração Local, a realidade das Freguesias do Município de Anadia e as possíveis e mais benéficas soluções possíveis.
Pretende-se que este Documento de Trabalho seja o mais abrangente possível, dotado de dados atuais e rigorosos, para tanto tendo sido solicitada a cada uma das Freguesias e à Câmara Municipal de Anadia a prestação de informações.
Convidam-se todos quantos queiram a participar: a questão é de muito relevante interesse e tem sérias impliações no quotidiano dos munícipes; não deixe de dar o seu contributo!
A favor, contra, na prossecução de uma ou outra solução: importante é debater!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Debate "Reforma da Administração Local nas Freguesias"

Teve lugar no dia 21 de Novembro no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Tamengos o Debate "Reforma da Administração Local nas Freguesias", organizado pela concelhia local do CDS-PP: desde já endereçando os parabéns pela iniciativa de discutir a questão, louvo o fato de, não obstante o cariz partidário, ter sido um espaço de discussão livre e ideologicamente descomprometido!
Além do muito bom painel de oradores, louvo a presença de autarcas - infelizmente, que não os de Anadia - e de muitos populares que, além de intervirem, mostraram que existe no Município quem efetivamente, queira contribuir para a vida cívica!
Não consegui compreender que não estivessem representado o PSD local, que não estivessem presentes, pelo menos, os Presidentes de Juntas de Freguesia! Representado esteve apenas a Concelhia do Partido Socialista, pelo seu Presidente, também Vereador na Câmara - o único vereador, sendo que também não foram vislumbrados Deputados da Assembleia Municipal, exceção feita ao Presidente da Concelhia do CDS-PP.
Qual a posição do PSD de Anadia? Porquê o total silêncio?
A intervenção de José Carlos Coelho, combinada com o seu artigo de opinião do Semanário da Região Bairradina deste semana, leva-me a colocar algumas questões:
O PS de Anadia, representado pelo seu Presidente, é contra esta Reforma ou contra uma reforma que conduza à redução de Freguesias no Município?
Pretende apresentar uma alternativa à existência de 13 Freguesias agregáveis em Anadia, resultante do Documento Verde?
Em que elementos se baseia a não posição do PS?
Que podemos retirar das palavras: "...admito que haja freguesias em que a população, democraticamente ouvida, encontre vantagem na agregação, Se assim for, pois que seja"?
É importante para os Munícipes que também o PS de Anadia contribua para uma discussão séria, não ortodoxa, sem receio de eventuais prejuízos eleitorais. O PS tem que participar neste esforço conjunto, ouvir as populações, atender aos desígnios nacionais e regionais e não se limitar, como já o fez (erradamente) antes, a "lavar as mãos".
E decerto o PS de Anadia o não fará!