quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Semanário da Região Bairradina, Artigo de Opinião Dezembro 2012

 
1. O Orçamento de Estado para 2013 viola o princípio da igualdade, o princípio da proporcionalidade, o princípio da tutela das expetativas jurídicas, o princípio do Estado de Direito, o direito à Segurança Social, a própria progressividade do sistema fiscal. O Presidente da República terá até dia 19 para suscitar a fiscalização preventiva (de normas) do Orçamento. Poucos acreditam que Cavaco Silva terá a coragem de ser coerente com tudo o que disse no Governo de José Sócrates e não se recorda de dizer no Governo de Passos Coelho; ninguém duvida que os Deputados do Partido Socialista, BE e CDU suscitarão a fiscalização sucessiva. Ninguém duvida que o OE contém normas inconstitucionais, é catastrófico e será incumprido, assentando em previsões incumpríveis e nada de bom trará em 2013 - em 2014, em 2015...
2. O Governo PSD/CDS pretende eliminar o Estado Social e dilacerar o setor público empresarial do Estado; poder-se-ia ser tentado a pensar que a sanha privatizadora, apenas para “épatar les bourgois”, seria temperada com o mínimo de transparência - engano!
Atenda-se ao processo de privatização da TAP e ANA: Portugal será, entre os Estados-Membros da UE, o ÚNICO com pura gestão privada das infra-estruturas aeroportuárias com meros intuitos mercantilistas! A TAP, maior sociedade exportadora (de serviços) de capital português, será vendida por valores irrisórios face ao raio geográfico de intervenção, com uma importantíssima quota de mercado em continentes economicamente em crescimento, maxime África e América latina, sendo que será paga com os seus próprios ativos!
O Governo, de forma desesperada, procura concluir os processos de privatização até final de 2012, de molde a tentar, mais uma vez, enganar os portugueses quanto à desastrosa execução orçamental; o desespero é tal que conseguiu que, no mesmo dia, ficassem a ser conhecidos o caderno de encargos e os potenciais vencedores de processos de privatização!
No processo de privatização da TAP existe apenas uma candidata, Synergy, liderada por German Efromovich (também líder da transportadora aérea Avianca, candidato que mudou de nacionalidade apenas para poder concorrer ao processo de privatização): beneficiará de uma das poucas jóias da coroa portuguesas, adquirindo um gigante financeiro a preço de saldo e beneficiando de dividendos futuros referentes ao real valor da empresa...
Piéce de resistance, o envolvimento de José Luís Arnauth, ex-Ministro do PSD, nos processos de privatização: foi nomeado pelo Governo assessor na privatização da TAP, a sociedade que integra assessora uma das sociedades candidatas à privatização da ANA, tendo criticado o mesmo Governo que o nomeou por se estar “a atrasar na privatização da ANA e da TAP”...
Podem os leitores dizer: pouco representará tal nebulosa situação face ao Homem do Ano de 2012, Miguel Relvas! Foi o caso Rosa Mendes (pressão sobre o Conselho de Redação da RDP para afastar o comentador que criticou a vassalagem perante a nomenclatura angolana), foi o caso das Secretas, foi o caso das nomeações (distribuindo lugares-chave no setor empresarial do Estado pelos compagnons de route), foi o caso do Público (ameaçando uma jornalista de boicote governamental ao jornal e a divulgação da vida privada daquela na Internet), foram as incessantes mentiras na AR, foi a turbo-licenciatura (fazendo cadeiras que nem sequer existiam); será que parou por aqui? Não!
Nuno Santos, antigo Diretor de Informação da RTP, diz que foi politicamente saneado pela Administração nomeada por Relvas; não tendo autorizado a exibição à PSP de imagens não editadas das manifestações, apresentou a sua demissão por “quebra de solidariedade da Administração” (tendo-a da Comissão de Trabalhadores) - a mesma (liderada por Alberto da Ponte, para quem Passos Coelho é o melhor Primeiro-Ministro de sempre...) que o constituiu arguido em processo disciplinar com vista ao despedimento apenas depois da denúncia de saneamento, quando antes entendia inexistirem sequer motivos para processo disciplinar...
Este é o Governo que tem os destinos dos Portugueses nas suas mãos. O CDS-PP, não obstante simbioticamente ligado às decisões, não passa hoje de mero figurante, diariamente desconsiderado, vexado sucessivamente pelo Primeiro-Ministro e até por figuras menores do parceiro de coligação; o PSD exige sacrifícios “custe o que custar” na Assembleia da República mas hipocritamente cria a Plataforma para o Crescimento Sustentado, clamando por crescimento económico, incentivo à criação e preservação de emprego e - espanto! - redução da carga fiscal!
Esta é a face conspurcada da política!
3. A respeito da escolha do cabeça de lista à Câmara Municipal de Anadia, o Presidente da Secção Concelhia de Anadia do Partido Socialista referiu que "vão ser os militantes que irão decidir. Haverá um debate interno para chegar a um consenso sobre esta situação".
Até ao momento não recebi (ou outros Militantes) qualquer convocatória para o “debate interno”, na forma de reunião, Plenário de Militantes e/ou Convenção Autárquica - sendo que já em Junho era dito que seriam os Militantes a decidir...
Restam duas semanas até ao final do ano: 14 dias (incluindo período natalício e de final do ano) para enviar as convocatórias com a antecedência adequada à importância vital do processo, reunir os Militantes, promover o diálogo e intervenção de todos os Militantes, autarcas socialistas e (opinião pessoal) simpatizantes socialistas; e alcançar um “consenso” - que não se compadece com qualquer pré-decisão, que não permite debates coartados da presença e intervenção de Militantes “incómodos” e que não se pode bastar com um simulacro de diálogo!
É importante o nome do cabeça de lista à Câmara Municipal do Partido Socialista; mas ainda mais definir o perfil de candidato desejado e as linhas-mestras do projeto que defenderá!
Pretende-se que o cabeça de lista tenha ideias próprias, propostas concretas a implementar para a melhoria da qualidade de vida dos Munícipes, oferecendo-lhes a tão desejada possibilidade de estabelecerem no Município o centro da suas vidas familiares, sociais e económicas;
Um candidato que não limite a ocupar a Presidência (ou Vereação), quedando-se inerte durante 4 ou mais anos no exercício de funções, num registo e discurso repetitivo, vazio, previsível; um candidato que forme uma equipa que retribua a sua escolha, independentemente de formar Executivo ou encabeçar a segunda lista mais votada, dando especial atenção à Assembleia Municipal e a prioridade à escolha das melhores pessoas para as Freguesias.
Um candidato que represente o ideal do Partido Socialista a tempo inteiro, não desconsiderando os eleitores e autarcas socialistas nos 4 anos seguintes às eleições; um candidato sem uma imagem carimbada de derrotado crónico, sem os vícios da ineptidão e inoperância, que traga uma nova filosofia de trabalho e um espírito vencedor.
Um candidato que fale a verdade, estabelecendo metas sérias para o ato eleitoral, abandonando a demagogia; um candidato não autista, que saiba recolher o melhor de todas posições dos seus pares e concidadãos, assumindo com honradez quaisquer resultados.
Mesmo com tudo o que se tem passado, ainda existem alguns Militantes, Simpatizantes e Autarcas com tais caraterísticas e com o honesto desejo de trabalhar em prol dos Munícipes.
Esperando a convocatória para o debate, faço votos para que os Anadienses não se limitem a conhecer um nome, antes fiquem a conhecer a identidade do cabeça de lista de um projeto congregador, alternativo aos últimos 36 anos de governação PSD, com os resultados à vista!
4. A todos os leitores do Semanário da Região Bairradina endereço os meus sinceros e sentidos votos de Boas Festas. 2013 será, para a grande maioria, o mais dificil ano até agora e a tendência é para piorar; mas esqueçamos os maus augúrios, saboreemos a presença de quem é para nós mais importante e acreditemos num futuro melhor!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Consensos forçados?

Nunca o Presidente da Secção Concelhia de Anadia do Partido Socialista deu resposta à missiva que dirigi à Secção Concelhia de Anadia do Partido Socialista (ou qualquer outra)há mais de 40 dias.
Porém, em pp. 7 do nº 1234 do Semanário da Região Bairradina, a respeito da escolha do cabeça de lista à Câmara Municipal de Anadia, aquele diz que "vão ser os militantes que irão decidir. Haverá um debate interno para chegar a um consenso sobre esta situação".
É certo que não é especificado como será tomada a decisão e irá ser feito o "debate interno", se haverá Plenário de Militantes e/ou Convenção Autárquica para o efeito.
É certo que restam apenas 17 dias para a tomada de decisão.
É certo que as convocatórias têm que ser expedidas com uma antecedência minimamente adequada à importância vital do processo.
É certo que os "consensos" não se atingem de imediato e a pressa é forte inimiga de tal desiderato.
É certo que ainda aguardo uma resposta (também) à missiva de 30/10/2012.
Mas também é certo que aparentemente alguma coisa irá ser feita.
Aguardo a convocatória!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Da face conspurcada da Política I


Com orgulho integrei e dei voz ao único grupo/movimento cívico em Anadia que, apartidariamente, procurou debater as soluções preconizadas pelo Documento Verde da Reforma da Administração Local e suas consequências a nível local.
O Presidente da Assembleia Municipal nem respondeu ao pedido de marcação de reunião que lhe foi endereçado, o Presidente da Câmara remeteu-nos para um Vereador - sincero, prestável e dialogante, tenho que o assinalar.
Os dois partidos políticos municipalmente mais votados, PSD e Partido Socialista, furtaram-se a qualquer diálogo - a Secção Concelhia de Anadia do Partido Socialista, de que sou Militante, nem respondeu ao pedido de marcação de reunião, sendo que metade das pessoas que integravam a face visível do grupo de trabalho eram Militantes e 3/4 eram autarcas socialistas...
Após a publicação da Lei 22/2012 a Câmara Municipal de Anadia incumpríu a legislação, omitindo o devido Parecer, e a Assembleia Municipal omitiu a devida Pronúncia; recorde-se que Luís Santos, Presidente desta, chegou a dizer que tinha dúvidas quanto à implementação dos critérios legais e perda de 1/3 das Freguesias do Município de Anadia, o que se concretizou como todos sabiam...
Quantas reuniões houve com o Secretário de Estado responsável?
Quantas reuniões houve com os grupos parlamentares da Assembleia da República?
Quantas reuniões houve com os Deputados eleitos por Aveiro?
Depois de uma politicamente cobarde omissão do cumprimento dos deveres legais  pelos órgãos máximos municipais;
Depois da omissão do cumprimento das obrigações institucionais;
Depois de os partidos locais não assumirem as responsabilidades que lhes cabem, apenas por cínico taticismo eleitoral (eleições autárquicas daqui a menos de um ano...), qual a solução para "épater les bourgois", para iludir os eleitores?
Promover uma marcha-lenta e convocar os meios de comunicação social, televisões incluídas, para dar uma imagem de revolta e de defesa dos interesses dos eleitores...

domingo, 2 de dezembro de 2012

Dos provérbios e da política

Para memória futura: "quem com ferros tentar matar, com eles acabará morto".
Esperam-se os próximos episódios!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Novo diferendo local em perspetiva...

De acordo com o Projeto de Lei 320/XII, da autoria do PSD e CDS-PP, que corporiza a redifinição territorial das freguesias e no que concerne ao Município de Anadia, a Sede da União das Freguesias de Paredes do Bairro, Amoreira da Gândara e Ancas será em Paredes do Bairro, enquanto a Sede da União das Freguesias de Tamengos, Óis do Bairro e Aguim será em Tamengos.
Isto se, no prazo de 90 dias após a instalação dos órgãos que resultem das eleições autárquicas de 2013, a nóvel Assembleia de Freguesia da União de Freguesias não deliberar ou não decidir outro local...
Mesmo após as próximas eleições, perpetuam-se os problemas...

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Semanário da Região Bairradina, Artigo de Opinião de Novembro 2012


1. A 5 de Novembro a UTRAT (Unidade Técnica) apresentou a Proposta de reorganização administrativa autárquica, fruto da Lei 22/2012. No que tange a Anadia, determinou que a Freguesia de Mogofores se agrega à Freguesia de Arcos, formando uma só; que as Freguesias de Aguim, Tamengos e Óis do Bairro se agregam entre si, formando uma só; que as Freguesias de Paredes do Bairro, Ancas e Amoreira da Gândara se agregam entre si, formando uma só, mantendo-se inalteradas a designação e território das restantes, passando a ser 10 as Freguesias no Município de Anadia, em vez das 15 atuais.
Recorde-se que a Câmara Municipal de Anadia omitiu a emissão do devido Parecer e que a Assembleia Municipal omitiu a devida Pronúncia. Não obstante os avisos à navegação lançados aos responsáveis locais durante meses, totalmente desconsiderados, o taticismo falou mais alto e Anadia depara-se agora com uma solução imposta, em detrimento de uma localmente discutida...
A Assembleia Municipal reunir-se-á, protestando contra a posição de Lisboa e opondo-se à mesma. As Freguesias que se agregam exigirão para o seu (atual) território a sede das novas Uniões de Freguesias, aumentando as hostilidades intramunicipais. Tudo porque os responsáveis municipais e político-partidários se eximiram da assunção das responsabilidades inerentes ao exercício de cargos públicos! Continuarão a escudar-se na cobardia política do Governo?
2. Anadia apresenta, na Região do Baixo Vouga (12 Municípios) e por grande margem, o mais elevado índice de envelhecimento da população: por cada 100 jovens, existem 187,2 munícipes com 65 ou mais anos - nos Municípios de Mealhada, Águeda e Oliveira do Bairro os valores são, respetivamente, de 157, 143 e 132...
A média nacional em 2011 é de 129, sendo o Alentejo a região com piores valores (179, bem abaixo de Anadia...). Se em 2001 Anadia apresentava um índice de 133, o mesmo tem vindo a aumentar exponencialmente (167, 176 e 187, de 2009 a 2011).
O que explica que a população tenha diminuído 8% de 2001 a 2011 e o índice de envelhecimento tenha aumentado 40% ? E porque tais valores são tão negativos se comparados com os Municípios contíguos?
Será por puro casuísmo que Municípios vizinhos atraiam novos investimentos, indústrias tecnológicas de ponta, e Anadia não? Será por acaso que a população jovem procura Municípios vizinhos para construir as suas casas, para trabalhar, para lançar os seus negócios, para educar os seus filhos, para o seu lazer? NÃO!
Anadia está destroçada por 37 anos de consecutivos, absolutos e absolutistas executivos do PSD, sem projeto estruturado para Anadia, marcados pela inexistência total de políticas de atração de população/investimento e/ou medidas concretas que estanquem a fuga daquela, pela inexistência de auxílio ao empreendedorismo (jovem e não jovem) que existe em outros Municípios...
Mas, reconheçamo-lo, também por falta de alternativa político-partidária, construtiva, que ofereça uma solução credível, concretizando propostas, trabalhando de forma contínua no terreno e em estreito contato com as populações e as suas reais necessidades. Não bastam meras declarações de interesse, não basta repetir as mesmas posições e justificações anos a fio, sem oferecer um caminho diferente; o tempo que se vive é complexo, exigindo líderes que inspirem credibilidade, e esperança, que saibam estar à altura de suas responsabilidades. Haja capacidade!
3. Não deposito, contrariamente a alguns colegas de partido, uma fundada esperança na Convergências de Esquerdas, numa Frente Popular de partidos de centro-esquerda e extrema esquerda (parlamentar): não por falta de responsável natureza dialogante do Partido Socialista e sua direção, mas pela realidade existente na CDU e BE, acentuada pela recente Convenção.
O BE faz do conflito a sua arma, diz-se estandarte da luta em questões fraturantes mas exime-se de apresentar medidas de aplicação governativa - não obstante na Convenção declarar que pretende integrar um Governo de Esquerda, o BE nega qualquer solução de compromisso!
Fernando Rosas avisou que “Teremos um Governo de esquerda quer queira ou não queira o PS”. Os novos líderes do BE (ambos ou um e outro?) exigem que o Partido Socialista clame por eleições já e que mude a sua política para que possa existir uma alternativa governativa de Esquerda - seja, que “rasgue o Memorando” e se alie à base ideológica e programática do BE!
O Partido Socialista liderará o próximo Governo, de Esquerda: fá-lo-á com um programa solidário e que honrará os compromissos assumidos pela República Portuguesa (salvaguardando o interesse nacional e adequando o cumprimento à situação para a qual o atual Governo nos continua a arrastar), marcado pelo diálogo e concertação entre todos os setores sociais e económicos nacionais, com uma forte aposta no crescimento económico e no lançamento de políticas de incremento de emprego. Um Governo que, apostando na existência de um verdadeiro e solidário (não caritativo!) Estado Social, saberá empreender um aturado trabalho para renovar o mesmo, o adequar à realidade demográfica que existe (exponenciada no futuro). Um Governo consciente de e com o desejo de o combate aos fundamentos últimos da crise que atravessamos seja de âmbito europeu, com medidas comunitariamente concertadas, defensoras da união política e monetária. Um Governo que lutará para eliminar a crescente desigualdade de oportunidades, redistribuidor dos necessários sacrifícios onde o sejam, convidativo à participação de todos quantos o queiram.
Haverá Governo de Esquerda, liderado pelo Partido Socialista, envolvendo todos quanto o queiram, mais ou menos à esquerda do centro ideológico-político português. Mesmo que o não queira o BE!
4. Os cabeças de lista às Câmaras Municipais pelo Partido Socialista terão que ser escolhidos até 31 de Dezembro, estando prevista a (possibilidade de) realização de eleições diretas internas para o efeito.
É fulcral, a nível local, realizar Convenção Autárquica e Plenário de Militantes: para militantes, dirigentes, autarcas e simpatizantes do Partido Socialista, em conjunto, definirem o perfil desejado dos candidatos a autarcas e para permitir a eventuais candidatos (a candidatos) poderem aquilatar da necessidade e/ou conveniência de suas candidaturas - o Presidente da Comissão Política garantiu que iria dar a palavra aos Militantes para o efeito, o que decerto fará.
Também são importantes para, de forma desassombrada, analisar e clarificar a realidade em que se encontram Município e estrutura, corporizando e reforçando o efetivo exercício da militância e simpatia pelo Partido Socialista. Para construir, em diálogo aberto, um projeto sólido, recolhendo sensibilidades e experiências diversas, que seja aceite maioritariamente pelos Munícipes em 2013 e permita alterar (a ausência de) o desastroso rumo do Município de há mais de três décadas.
A Convenção Autárquica e Plenário de Militantes são mecanismos ótimos para alcançar tais objetivos. Eis chegada a hora!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Da Reorganização Administrativa Autárquica

A 5 de Novembro a UTRAT (Unidade Técnica) apresentou na Assembleia da República o estudo relativo à reorganização administrativa autárquica, resultante da Lei 22/2012.
No que tange a Anadia, perante a omissão de Pronúncia pela Assembleia Municipal, a UTRAT elaborou determina que:
  . A Freguesia de Mogofores se agrega à Freguesia de Arcos, formando uma só;
  . As Freguesias de Aguim, Tamengos e Óis do Bairro se agregam entre si, formando uma só;
  . As Freguesias de Paredes do Bairro, Ancas e Amoreira da Gândara se agregam entre si, formando uma só,
Mantendo-se inalteradas a designação e território das restantes, passam a existir 10 Freguesias no Município de Anadia, em vez das 15 atuais.
Recorde-se que a Câmara Municipal de Anadia omitiu a emissão de Parecer.
Recorde-se que a Assembleia Municipal omitiu a Pronúncia - tendo sido enviado o documento que consta do Anexo 2...
Não obstante os avisos à navegação lançados aos responsáveis locais durante meses, totalmente desconsiderados, o taticismo falou mais alto e Anadia depara-se com uma solução imposta, em detrimento de uma localmente discutida...
Parecer e Anexos respetivos em http://app.parlamento.pt/utrat/index.html